
Supernova.
Aqui vos desafio a despertar. Aos céus ergueis vossos braços e com os quatro ventos liberteis o brado da terra. Um sol nascerá, fazendo cada quão de diamante brilhar como poeira. Todo o poder do som permanece, apesar de silenciado, atravessando cada corpo e cortando cada espírito em cor e lágrimas; fazendo estremecer a planície com o mudo rugir de uma era.
Aqui, no lugar onde vos estendias, agora permanece o negro vazio eterno: contagioso como um veneno doce, sugando seu interior como a fome.
Apeteceria-me, assim, findar a luz que um dia brilhou-me como uma estrela, e do mesmo modo, permanecesse até explodir, do que humanamente perder o ar, fechar os olhos e acabar.